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Construções sustentáveis: oportunidades no mercado verde

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Criado em: 13/08/2015


O setor da construção civil começou a pensar no potencial das edificações sustentáveis e já vem dando alguns passos nessa agenda. A importância dessa iniciativa se deve ao fato de que cerca de 40% das emissões de CO2 no mundo são causadas por edifícios. No Brasil, as construções consomem 44% da energia gasta no país, sendo que 22% acontece em uso residencial, 14% em comercial e 8% em prédios públicos.

Além de contribuir para a redução das emissões de gases estufa, o emprego da sustentabilidade na construção gera economia tanto para o bolso das construtoras como do consumidor. De acordo com o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) a sustentabilidade nas construções, pode render uma economia de 40% de água e 30% de eletricidade. Para esse resultado, basta investir de 3 a 5% do valor do imóvel em tecnologias ambientalmente saudáveis.

Já as iniciativas por parte do Governo Federal para estimular o setor ainda são muito tímidas, quase inexistentes se não fosse o lançamento, em abril de 2009, do programa Minha Casa, Minha Vida. Um total de R$ 34 bilhões serão destinados para a construção de um milhão de residências. Segundo a CBCS, o Brasil pode ter muito mais resultados, pois boa parte da tecnologia necessária para que o setor da construção civil no país adapte e mitigue as mudanças climáticas já existe. O que falta é disseminação de conhecimento e informação, tanto para o publico consumidor, quanto para as incorporadoras, construtoras e administradoras prediais.

Existem avanços por parte de alguns governos locais a exemplo de São Paulo e em Minas Gerais, que já possuem legislações específicas. Em outubro de 2008, foi assinado, em São Paulo, o Protocolo da Construção Civil Sustentável. A iniciativa é uma cooperação entre o estado, a Federação das Indústrias de SP e alguns sindicatos e associações, com o objetivo de incentivar a sustentabilidade do setor. Por meio do acordo, as partes que aderirem ao protocolo se comprometem a orientar os empreendedores a cumprirem a legislação ambiental e a introduzirem critérios socioambientais em suas atividades. 


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